Não há muita coisa para contar das Maldivas. Depois dos dias intensos na Índia isto é uma autentica pasmaceira e, fora a noite no aeroporto e os drops na esquerda de Lohi’s, a coisa mais emocionante que acontece são os peixinhos rasparem nos tornozelos quando se entra na água da “lagoa azul”.
Eu não gosto de resorts. Se a memória não me atraiçoa, é a segunda vez que fico alojado numa destas megalomanias da abundância fabricadas pelo turismo de massas. Não gosto. Não gosto dos horários rígidos das refeições, não gosto de empregados à espera de gorjetas por tudo e por nada, não gosto que me olhem de lado porque levo para a mesa do almoço a garrafa de água do quarto (a única bebida gratuita), não gosto dos preços hiper-inflacionados do mergulho, das massagens ou de uma Coca-Cola.
Estou farto de me sentar à mesma mesa e de ver ao meu lado a mesma família russa cujo patriarca parece que vai rebentar de tanto comer; estou farto de me levantar para encontrar a comida sempre no mesmo sítio, com a mesma fila de gente; estou farto daquele peixe (que até é bem saboroso) e da massa à napolitana; estou farto de ver sempre as mesmas pessoas, como se estivéssemos aprisionados num concurso de reality show numa ilha secreta qualquer; até estou farto do rapaz que, amavelmente, vem todos os dias às sete da tarde trocar-me a toalha de praia!
Não me levem a mal, eu entendo bem a facilidade e comodidade deste tipo de férias em algumas situações. Não sou fundamentalista, mas não gosto. E só vim por uma razão.

Eu não gosto de resorts. Se a memória não me atraiçoa, é a segunda vez que fico alojado numa destas megalomanias da abundância fabricadas pelo turismo de massas. Não gosto. Não gosto dos horários rígidos das refeições, não gosto de empregados à espera de gorjetas por tudo e por nada, não gosto que me olhem de lado porque levo para a mesa do almoço a garrafa de água do quarto (a única bebida gratuita), não gosto dos preços hiper-inflacionados do mergulho, das massagens ou de uma Coca-Cola.
Estou farto de me sentar à mesma mesa e de ver ao meu lado a mesma família russa cujo patriarca parece que vai rebentar de tanto comer; estou farto de me levantar para encontrar a comida sempre no mesmo sítio, com a mesma fila de gente; estou farto daquele peixe (que até é bem saboroso) e da massa à napolitana; estou farto de ver sempre as mesmas pessoas, como se estivéssemos aprisionados num concurso de reality show numa ilha secreta qualquer; até estou farto do rapaz que, amavelmente, vem todos os dias às sete da tarde trocar-me a toalha de praia!
Não me levem a mal, eu entendo bem a facilidade e comodidade deste tipo de férias em algumas situações. Não sou fundamentalista, mas não gosto. E só vim por uma razão.