Medicina do viajante

Afinal, esta coisa de viajar faz muito mal à saúde!

Pelo menos, essa é a conclusão lógica que qualquer consultor de uma das Big 5 (que agora já devem ser menos à custa das fusões, aquisições, OPAs, OPVs, etc) deve tirar ao analisar a panóplia de doenças e respectivos medicamentos da chamada “medicina de viagem”.

E, note-se bem, não tenho nada contra consultores, de uma forma geral. Pelo contrário, tenho muito bons amigos que são “isso”.

Polémicas à parte, a verdade é que na última semana meti tanta coisa cá para dentro que já tenho dúvidas sobre o que me fará pior. Os ares da serra ou as vacinas!

Mas pronto, apesar das nódoas negras nos braços, pelo menos parece que não vou apanhar Hepatite A nem B, febre-amarela, febre tifóide, tétano, diferia, poliomielite e mais umas quantas coisas.

Depois diz que há umas que não têm vacina… nem tratamento muito eficaz, o que, visto de outra forma, é capaz de ser pior! Umas coisas lá de “Dengues” e outra “não sei quê” dos japoneses.

Em relação à malária, levo um cocktail de comprimidos jeitoso. É que os mosquitos da Ásia são diferentes dos da América, os canalhas! E, para começar bem, os comprimidos de profilaxia mais baratos são incompatíveis com a altitude e com a prática de mergulho ou com a exposição continuada ao sol… por isso, vi-me obrigado a avançar para os “topo de gama”, que me vão custar 3,75 Euros por dia! Exactamente o valor que acabei de reduzir ao meu orçamento diário durante os meses vou andar pela Ásia.

Vá lá, ajudem este pobrezinho.